SodaSound 2.0 – Campus Party Brasil 2017

 

Gabriel A. Lima (gal@ecomp.poli.br), Mariane Magalhães (marianemelo.psico@gmail.com), Ruamberg V. Aguiar (ruam07@gmail.com)

 

Resumo: Este artigo procura demonstrar o funcionamento e construção do Projeto Soda Sound 2.0, desenvolvido para o Leve Seu Robô para a Campus Party Brasil 2017. Nossa equipe é composta por estudantes de engenharia e psicologia.

 

Em nosso cotidiano frequentemente associamos batidas em objetos em produções musicais, temos uma tendência natural a percussionar o nosso redor por descontração. Assim que nosso cérebro comanda uma função motora com esse propósito, espera uma resposta táctil e sonora. Os agentes de nossa sociedade que possuem deficiências auditivas (hardhearing), não possuem resposta sonora as suas habilidades motoras com tendências de percussão.

Pensando nisso, incrementamos ao nosso primeiro projeto SodaSound, onde a percussão em latinhas de repercutia notas nos musicais, respondidas pelo computador. Nesta etapa, inserimos um agente vibrador compatível com a frequência sonora emitida.

Desta forma o usuário, independentemente de deficiência possa interagir com nosso projeto, além de trazer uma experiência mais completa ao ouvinte que o utilizar. Segundo o artigo Modelling Perceptual Elements of Music in a Vibrotactile Display for Deaf Users: A Field Study (Ryeson University) um sistema vibratório pode causar sensação emotiva em surdos dependendo das frequências aplicadas, ou seja, uma música pode ser emotivamente transformada em vibrações.

O material condutivo para o sensoreamento são latas de energético TNT, como temos o alumínio como um componente de baixíssima resistividade elétrica, podemos fazer sua análise capacitiva sem muitas complicações e com resultados precisos (exigindo filtros simples). Além disso, um fator decisivo para seu uso é a fácil aquisição desse tipo de material para a produção do componente, sendo basicamente um material reciclável.

Devido a simplicidade de fazer um sensor capacitivo utilizando o sistema de pull-down e a nossa facilidade e experiência com tal sistema, decidimos utilizar o sistema em um novo projeto. Decidimos testar alguns algoritmos que aceitem o uso de portas digitais e sem deste método para a leitura dos dados. Com os testes que fizemos, pudemos ver que a leitura do sensor capacitivo por porta digital era tão precisa quanto a leitura utilizando portas analógicas, nos mostrando que é possível usar uma Arduino com poucas portas analógicas, ou nenhuma, e utilizá-la para ler sensores capacitivos, como por exemplo usar uma Lilypad com mais de 4 sensores capacitivos sem precisar usar um mutiplexer.

 Desta forma foi feita uma escala progressiva de dó's naturais, onde cada lata pressionada configurava em uma respectiva oitava e sua frequência e vibração respectivas. Desta forma, assim como o artigo citado acima, temos uma gama de notas interpretáveis pelo tato por forma de vibrações.


Para o nosso projeto foram utilizados:

- Quatro latas de energético TNT;

- Um TIP122;

- Um LM7805;

- Um Arduino Mega;

- Um motor DC;

- Fios e jumpers para as conexões.


Todos os códigos podem ser encontrados em https://github.com/ItsMeAlves/explosive.



Atividades recentes